Resenha: Glory (C-Drama)

 C-Drama: Glory (Glória)
Ano: 2025 | País: China
Gêneros: Histórico, Negócios, Romance, Drama
Episódios: 36
Sinopse: Lu Jiang Lai, após ver sua vida virar de cabeça para baixo, acaba sob o teto de Rong Shan Bao, uma mulher tão astuta quanto determinada. Entre identidades ocultas, tensões silenciosas e interesses conflitantes, os dois são empurrados para um jogo estratégico que transforma a relação entre eles e redefine tudo o que acreditavam saber um sobre o outro.
Onde assistir: Viki (app / site)
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“Glory" foi uma das surpresas de 2025. A protagonista é o coração da trama — uma mulher brilhante, estrategista e bem-sucedida nos negócios, que conquista não apenas pelo carisma, mas pela mente afiada e pela forma como conduz cada situação com elegância e firmeza.

O romance entre o casal principal é outro ponto forte. A química foi bem construída, o que torna cada interação significativa. O harém reverso também foi uma surpresa agradável e coerente com o enredo. Além disso, o drama acerta ao mostrar que ninguém é totalmente bom ou ruim — todos os personagens têm suas ambições, falhas e virtudes, o que torna o jogo de poder e emoção ainda mais envolvente.

Nem tudo, porém, foi perfeito. O arco das irmãs acabou se tornando cansativo, com intrigas repetitivas que tiraram um pouco do ritmo da história. Também senti falta de ver mais do lado astuto do protagonista masculino, que foi apresentado como um oficial brilhante, mas perdeu força com o arco da perda de memória. Esse recurso narrativo limitou o personagem e deixou a sensação de que ele poderia ter sido explorado de forma mais interessante.

Um dos aspectos que eu mais gostei em "Glory" foi o contraste entre os dois grandes arcos da trama. Na primeira metade, vemos uma sociedade matriarcal, onde as mulheres tomam as decisões e os homens precisam adotar o sobrenome da esposa. Já na segunda, o drama nos leva a um ambiente patriarcal, revelando o quanto as mulheres eram silenciadas e subjugadas.

Outro detalhe encantador é a presença constante da tradição do chá. Em cada episódio, há pequenas explicações sobre sua importância na cultura chinesa, o que adiciona um toque cultural à narrativa. 

No fim, "Glory" é uma obra que combina romance, estratégia e reflexão social de forma envolvente e inteligente. Mesmo com alguns arcos cansativos, o conjunto é bem construído. A protagonista, o contraste entre mundos e o cuidado com os detalhes culturais fazem de "Glory" um drama que vale sim assistir.

- Adm Thais R.

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